Poemas

Esta página é para OS MEUS POEMAS, a MINHA POESIA.
Recostem-se e apreciem...



CRENTES IMPOTENTES

Esta claridade suja impede-me de alcançar-te
as nossas mãos entrelaçam-se nesta cegueira
encadeados pela loucura lúcida


sob um luar cheio de espinhos
atravessa o nosso olhar com o seu brilho
imobiliza os nossos passos, parando o nosso amanhã
um sonho agoniante acorda-me nesta noite fria


o meu coração estilhaça-se nas minhas dúvidas
vês por entre a parafernália, o meu rosto escondido
sinto-me engolida num vazio deturpado


divago sobre o que as tuas mãos me podem provocar
o sentimento arrefece no meu corpo quebrado nas rachas do espelho
a tua ausência inquieta a minha alma enganada


sozinha, grito, arrancando-te em cada pedaço meu
as lágrimas misturam-se com o suor
crava as tuas unhas na minha pele
uma lembrança em carne viva


uma passagem coberta de tristeza e sacríficio
promessas seladas nos nossos lábios saudosos
crentes impotentes na esperança duma esperança



BLOODY MADNESS 

Don’t masturbate in your suffering
In the sheets I get drunk by your blood
I cleaned your shame with glass
And buried your virgin skin


Eating the flesh that I loved with all my pity
Feeling it erode in each single pore
Without hesitation I slash your heart
Liking your reddish lips


To the taste of each beating
I make you scream
Why say in the end ‘im sorry’
if I already did it all wrong?


LUCIDEZ

É difícil digerir tudo isto de uma vez
É algo que te consome sem parar
Não parece que vá parar
Ódio e frustração multiplicado por Tristeza e depressão
Mais roubo e matança igual a Loucura e depravação

Vamos cantar juntos
Sobre este cenário vomitado
De onde nasce a escravidão

A Escumalha consome-se
Ouvindo um esgar Da sombra da sua consciência

Esculpindo o seu reino Das tripas dos escrupulosos


TRANCADO

A fechadura da solidão devia ser impenetrável
neste momento sinto-me a asfixiar por tal emoção
abraça-me neste tempo evasivo que abandona a minha sombra
sinto a minha garganta pulsar pelos gritos que libertei
medo, dor, temor abandonem-me de vez


a chave para esta ardilosa comoção
é chorada do meu peito desfeito
sei que a podes agarrar, mas porque foges?


o toque silencioso da tua língua faz-me gemer
os beijos queimam a tristeza da minha face
deixo-me devorar por monstros... os meus pensamentos


leva-me daqui, pela tua mão, leva-me daqui


Esperança...
ela agita-se a cada passo que dou
como uma leve pena pálida voou
ela racha-se a cada segundo perdido
como um trovão no céu contido


chora a saudade esperançosa no futuro,
nublado nasce o dia ansiado
lágrimas que secam com a alvorada
acreditam no que não vêm, sentem


esperança...


KIRA

Estou morrendo por ti
pergunto-me...?
as minhas interrogações
desconcertam o meu corpo
jovem
jovem
envelhecendo

não tenho gula de saudade
nem de provocá-la em ti
o tempo escorre e percorre
o resto dos nossos dias


gravo na areia molhada
os nossos nomes
sob a luz cravada
nos nossos olhos

medo, tristeza e solidão
invadem-me, engolindo-me
força, alegria e amor
enche-se o meu pobre coração
que não quer mais senão
o teu bater contra o meu





ULTIMATE BREATH

Hitting the bottom
it's so hard... so cold...
like a leaf in the autumn

I'm slowly becoming old

Whispering in my hopeless
the sweetest love words
made me cried my homeless


Please end my misery
So I can behold my liberty


Murder my bitterness
Help me achieving my bliss
Then I can give you
my last tender kiss




LÁGRIMAS DE CERA

No meu reflexo procuro pelo teu
atraída a confinar-me em mim mesma
Reprimida no breu do meu desalento
Preciso do teu toque reconfortante

Temo perder o último fragmento de razão
Nego-me demasiado que chega a ser idiotice
Agarro-me ao esquecimento confortável
Mas o que anseio é...

Temo perder o último fragmento de razão
Permito demasiado que chega a ser idiotice
Agarro-me à ignorância confortável
Mas a dor no peito queima-me


THE SILENCE OF VIOLENCE

Fucking your body with despise
Your scream it's itching my mind
Your eyes blindfolded by love
Make me just want some more


Branded to die I'm being egoist
Who cares if you die with me?
Gasping for an orgasmic touch
You will thank me so much


Can I suck your dignity?
Ripping your delicate skin
slice of life tied to the sheets


silence the violence



FRESH FLESH

I want to try a piece of your darkness
then can we both walk the same path?


When I look at you so dazzling
like a mirage which confuses me
Try to keep the savaged me locked out


Your fresh flesh turn me on
The enchant of your smile lingers on
Your eyes kept in the glowing dark


Trapping me in blind chains
Feeding me of desire



GRILHETAS

Abraço este corpo suado
enquanto murmuro o teu nome
vislumbro o abismo nublado...
lamento o meu infortúnio


Sorrisos vagos e desfeitos de emoção
lambes os seus passos gravados no chão
bebes as suas palavras pérfidas
comes da sua pele quente do verão
cheiras a sua riqueza indigente
amando a podridão sofregamente


LEMBRO-ME . . .

Lembro-me da última vez...
em que te disse que te queria,
do momento em que te abracei,
o dia em que te beijei...
o meu coração desejava o teu
queria que fosses só meu,
que me aconchegasses ao me veres,
e deixássemos de ser dois seres
e tornarmo-nos numa só alma.


Desejava ser a tua artéria
o músculo que te faz mover
a razão do teu corpo estremecer
o motivo do teu suspiro


Aquele por quem respiro
acaba de se desfazer.



SHORT FUSE

I always knew deep inside
I wouldn't be with you
but I wanted to swallow
every tiny piece of time
before reach out the end
because I don't clearly know
but something said to me
we aren't mented to be

How can you not like me
because of things I like?

How can you say you speak truth
when you said that isn't polite

Just swallow your sarcasm
unbearabel misfortune sick
I choose your target
next night you can peek

I'm a fuse of that candle overthere
I am alone, I am light
Don't underestimate me
I'm alone at the darkness of my bright
I'm a fuse you can't shorten
I am fire, I am uncontrollable



TONALIDADE DO ÓDIO

Vou colorir o mundo de ódio
regido pelo sofrimento tétrico
vós inspirareis o seu odor fétido

Amaldiçou-vos com o sonho mórbido
uma morte lenta e suculenta
a hipocrisia se esvairá das vossas veias
o grito das vossas goelas
melodioso e delicioso...

A falsidade arderá o vosso coração
sucumbireis ao amor incorruptível
sereis esventrados até cair
espernearão para sair
A vossa alma afogada de pavor
sufocará na insolúvel dor
dançareis eternamente na vossa tumba
ao som da solitária vida