O teu silêncio quebra-me todas as artérias que por ti pulsam. O teu silêncio equivale a agulhas a perfurarem-me os ossos. O teu silêncio rasga qualquer sentimento. Um assento morto. Fui como um ser sem o ser, ao teu lado, sem estar.
Electrocuto-me na realidade, experimento um raio de gelo percorrer a minha espinha subindo, subindo até à minha memória, que se desfaz em desilusão e dúvida.
Para sempre ficará guardado algures naquela janela, os meus olhos pousados na lua, desta noite, quase cheia, na sua bela forma disforme, quase cheia, de tudo o que a preenche.