Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Silêncio cómodo

O teu silêncio quebra-me todas as artérias que por ti pulsam. O teu silêncio equivale a agulhas a perfurarem-me os ossos. O teu silêncio rasga qualquer sentimento. Um assento morto. Fui como um ser sem o ser, ao teu lado, sem estar.
Electrocuto-me na realidade, experimento um raio de gelo percorrer a minha espinha subindo, subindo até à minha memória, que se desfaz em desilusão e dúvida.
Para sempre ficará guardado algures naquela janela, os meus olhos pousados na lua, desta noite, quase cheia, na sua bela forma disforme, quase cheia, de tudo o que a preenche.

2 comentários:

Psyco disse...

ás vezes é melhor estar calado, mas o silêncio também incomoda-me, quando se pode falar ou desabafar.

não consegui publicar o meu post, porque caregava naquilo e não dava nada.

NarakI disse...

É mesmo isso :\

Quanto ao teu problema, é o mesmo que o meu... mas já te dei a dica (;