Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Sharp Moon

Olhei a lua hoje, enquanto a tarde amadurecia corada, perante a escuridão que se aproximava. Com a sua silhueta esguia, hoje sorria ao céu, que a vigia todas as noites. Uma pequena estrela a acompanhava, brilhava com uma luz intensa. Cativo me encontrei dos seus encantos, por meros instantes, … fugi. Porém, sem apetite para separar-me de tal sedução. Porquê? Para quê? Amanhã não a verei novamente no seu esplendor de hoje, ou não a verei de todo, fugi para um vazio sem beleza nem feiura. Magnânime lua perdoa este ser minúsculo, que venera a tua adoração pela noite, e contempla sem pudor a tua forma nua.

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